Após muita confusão fora de campo, Vasco vence o Fluminense e é campeão invicto da Taça Guanabara.

    Disputada ontem, a grande final entre Vasco e Fluminense terminou com festa cruzmaltina. Título que coroou uma campanha espetacular na taça Guanabara. Com gol de falta de Danilo Barcelos, a equipe de Alberto Valentim fez 1 a 0 e ficou com o título invicto da Taça Guanabara - que representa o primeiro turno do Campeonato Carioca.
    Desde o início o Fluminense controlou a posse de bola - obedecendo o estilo de jogo de seu treinador Fernando Diniz - dominando as ações do jogo. Na primeira etapa foi quem criou a chance mais clara de gol com o chute  de Yony González, que bateu no rosto de Fernando Miguel.

    O Vasco voltou para o segundo tempo com Rossi na vaga de Bruno César, mas seguiu com dificuldades na criação. O Fluminense permaneceu com a bola e passou colecionar chances desperdiçadas. Ao Vasco restou jogar "por uma bola". E ela veio! Danilo Barcelos cobrou falta com veneno na área, a bola passou por todo mundo e encontrou a rede de Rodolfo aos 81 minutos de jogo. O Fluminense partiu no desespero em busca do empate e nervosos, Luciano e Airton acabaram expulsos. Fim de jogo; festa e título para o Vasco da Gama!
Fonte: Globo
    A festa porém não foi completa graças a mais um show de incompetência dos nossos dirigentes e juízes que criaram as condições para mais um triste episódio do nosso futebol. Assim como o famoso 'jogo dos sete erros', em que temos lado a lado a imagem certa e a imagem errada, entre a prometida primeira grande final do ano e o desastre que tivemos, podemos listar erros grotescos. Equívocos que tiraram o brilho da vitória vascaína e que tinha tudo para ser uma tarde memorável para o torcedor carioca.
    O imbróglio  começou numa disputa jurídica pelo uso do setor sul da arquibancada do Maracanã, que tradicionalmente é usado pela torcida do Vasco, o mandante do jogo, mas que o Fluminense se sentia no direito de utilizar em função de um termo existente no contrato que possui com a empresa que administra o estádio. Evidentemente que as leis e tradições devem ser respeitadas, mas neste caso viraram um mero instrumento de uma disputa que ficou longe do bom senso. Soam demagógicos os argumentos dos dirigentes de ambos os clubes quando vemos que em nosso país a cartolagem facilmente esquece as leis e as tradições de pendendo da conveniência. Para ficar só em dois exemplos, estamos abandonando os campeonatos estaduais - que vem perdendo importância ano após ano - e alguns clubes tradicionais como Bangu, América, Portuguesa e Guarani por que estes não interessam mais ao mercado da bola. 
    Na ausência de um entendimento e horas antes da bola rolar, a desembargadora de plantão Lúcia Helena do Passo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou autoritariamente que a final seria com os portões fechados. No domingo, os torcedores com ingresso na mão chegaram ao Maracanã com o intuito de assistir o jogo, mas a decisão de portões fechados estava mantida. Era o ambiente pronto para a confusão! As 17 horas e com a informação de que o jogo tinha começado, a multidão que se aglomerou na frente ao Maracanã começou a forçar a entrada no estádio. A policia, mostrando inabilidade, reagiu com gás de pimenta e jogando bombas de efeito moral sobre a multidão. A correria e a confusão só acabaram quando outro desembargador de plantão liberou a entrada, isso já com 30 minutos de bola rolando. 
    O saldo da confusão foi de 29 torcedores feridos que precisaram ser atendidos por médicos de plantão no próprio estádio, sendo que dois deles, devido a gravidade da situação médica, foram transferidos para o Hospital Souza Aguiar. Assim foi mais um vexame que expõem a mazelas da nossa sociedade. Até quando veremos essas situações ocorrerem?

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