Um campeão que traz novidades.

Fonte: torcedores.com

    Após vencer o Vasco por 1 a 0 em São Januário o Palmeiras se sagrou Decacampeão brasileiro! Assim o Palmeiras ampliou ainda mais a vantagem que já tinha sobre seus rivais em relação ao número de títulos ganhos do campeonato brasileiro.
    Apesar de algumas semelhanças, a forma como o Palmeiras venceu o campeonato foi diferente dos demais campeões na atual era dos pontos corridos. É comum ver o campeonato brasileiro premiando aquele clube que se concentrou exclusivamente à essa disputa, colocando os demais torneios, como copa do Brasil, Libertadores ou Sul-americana em segundo plano. Felipão dividiu suas atenções e optou por uma equipe "de copas" e outra "do brasileirão". Essa talvez essa tenha sido a grande ideia do experiente treinador. Aproveitando-se do elenco farto, Scolari deu importância a todos os seus jogadores, pois todo o atleta estava em campo em algum campeonato importante. Além disso, tinha um time sempre descansado para dedicar-se ao máximo em cada jogo e consequentemente treinado para o estilo daquela competição. Enquanto o time de Copas era mais "raçudo" e praticava um futebol mais vertical, o time vencedor do brasileiro tinha um estilo mais cadenciado, com o meio de campo mais habilidoso e toque de bola. Em comum, a segurança na defesa e a velocidade nas laterias, para manter as laterais velozes, Dudu e Willian foram os que mais atuaram. 
    Outro ponto que diferencia o vencedor deste ano dos demais, é que nos acostumamos a ver a equipe campeã ter tido a maior regularidade, sem trocas de treinador e assim permaneça sempre entre os primeiros até que seja vencedora. O campeão desta vez construiu seu título com uma arrancada iniciada após a troca do treinador no meio do campeonato. Até a chegada de Felipão o Verdão estava muito distante dos primeiros postos da tabela, porém sob o novo comandante encaixou uma sequência impressionante que o levou ao título até com certa facilidade.
    Como semelhança aos demais campeões, está o fato de apresentar a melhor defesa e um ataque regular. Essas duas características permitiram a equipe construir vantagens mesmo quando não fez um grande jogo, como foi o caso de domingo passado no Rio de Janeiro. 
    A grande lição que Felipão deu neste ano para seus colegas é que neste calendário de torneios anuais é necessário adotar uma prática comum na Europa que é o um rodízio de jogadores. No futebol nacional, os técnicos por estarem sempre na corda bamba, acabam optando por manter uma equipe titular e outra reserva. A intenção é conseguir obter logo o entrosamento no campo, considerando que o um calendário é apertado por muitos jogos e há pouco espaço para treinos. A realidade porém tem sido o baixo aproveitamento de parte do elenco e contrapartida ao desgaste excessivo de alguns atletas que eventualmente não chegam bem fisicamente as fases decisivas das competições.

Veteranos e a renovação

A trajetória vitoriosa de Felipão no Palmeritas pode ser encarada também como o símbolo de uma resposta a renovação desenfreada que começou após o fracasso na copa de 2014 - onde o próprio Felipão foi o protagonista em razão do fatídico 7 a 1. A partir desse desastre nacional, o futebol brasileiro abandonou seus 'veteranos' e apostou em treinadores novatos que buscaram renovar o pensamento do futebol brasileiro. A inspiração dessa nova safra são as técnicas de treinadores europeus como Pep Guardiola e José Mourinho. O novo sucesso de Scolari de certa forma simboliza novo suspiro da velha guarda. Ele junto com Cuca e Dourival Júnior substituíram os novatos Roger e Jair Ventura e Barbieri e com experiência e vivência no futebol recuperaram seus respectivos times.

Os símbolos da conquista

Alguns jogadores marcaram especialmente essa décima conquista nacional. 
- Bruno Henrique, antes contestado ele cresceu na temporada, mostrou segurança no meio-campo e ainda 'provou' ter boa capacidade de finalização. 
- Dudu, já era o grande ídolo da torcida, mas com suas arrancadas em velocidade ficou especializado em desmontar a defesa dos rivais. Foi disparado o craque do time no campeonato. 
- Deyverson com suas trapalhadas e gols espetaculares, foi uma aposta de Scolari que protagonizou as cenas mais marcantes do time no ano, seja pela glória ou polêmica.
- Felipe Melo, o pitbul, colocou a cabeça no lugar e mostrou as já conhecidas; técnica e liderança.
- William, sempre incisivo e decisivo, terminou ainda como artilheiro da equipe no ano 
- E toda zaga. Seja com Gustavo Gomes e Luan ou com Antônio Carlos e Dracena, a defesa palestrina mostrou extrema segurança, o que permitiu a equipe ter maior tranquilidade durante as partidas.

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