Vai começar a grande festa do futebol mundial!

    Rússia e Arábia Saudita vão amanhã dar o pontapé inicial para Copa do Mundo da Rússia. Será o início do maior evento esportivo mundial, aquele que eleva a cada quatro anos o esporte mais popular para a condição de vicio entre torcedores e curiosos do futebol.
    Por fatores políticos e esportivos a Rússia se empenhou muito para realizar uma grande competição. Com exceção ao time da casa, que é fraco, tudo está sendo bem preparado para deixar uma boa imagem ao mundo. Seu comandante máximo, Vladimir Putin, quer aproveitar o evento para projetar sua imagem nos demais continentes - algo parecido com o que vimos no Brasil recentemente, mas que teve o efeito inverso. No campo, o que podemos prever são equipes com um estilo mais 'europeu' pois seus treinadores e jogadores - a maioria já joga no velho continente - vem seguindo as cartilhas dos técnicos Guardiola, Zidane, Ancelotti ou Mourinho, a escolha depende da pretensão e qualidade de cada seleção. Apenas as seleções sul-americanas são as que podem quebrar essa regra. 
    As seleções que já foram campeãs do mundo são novamente as favoritas para levar a taça. Nosso Brasil, já recuperado do 7 a 1 e da desorganizada 'era Dunga parte 2', se preparou muito bem sobre a batuta do competente treinador Tite. O técnico brasileiro com seus discursos que misturam tática e filosofia, num tom às vezes até religioso, soube unir os jogadores num futebol eficiente, bonito e competitivo. Desta forma, a Canarinha chega como uma das principais candidatas ao título. Ao contrário de 2014, podemos afirmar que mesmo não vindo o título, teremos um desempenho capaz de recuperar a auto-estima do futebol nacional. A equipe que estreia às 15 horas do próximo domingo, contra a Suíça deve jogar com a formação do 4-1-4-1 alternando com o 4-2-3-1. A equipe titular será: Alisson no gol; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo formando a defesa; Casemiro de volante; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar compondo o meio-campo e no ataque Gabriel Jesus.
    A Alemanha como sempre é uma das favoritas. Manteve a base vencedora de 2014, coordenada por Joachim Löw e chega mais uma vez organizada e eficiente para manter sua supremacia no futebol mundial. 
    A Espanha, após a repentina demissão de seu treinador, é uma grande incógnita. Apesar de ainda ter no elenco alguns dos grandes craques que colocaram a Espanha como uma das protagonistas do futebol mundial em 2010, é difícil imaginar qual o desempenho de uma equipe que se torna acéfala na porta de sua estreia no Mundial. A Seleção Argentina é outra incógnita. Tem um elenco repleto de grandes craques, inclusive o maior deles Leonel Messi. É a atual vice-campeã e pode sim ser a próxima campeã Mundial, mas dependerá do técnico Sampaoli finalmente organizar uma equipe que vive altos e baixos desde o fim da era Maradona. Essa inconsistência leva a equipe a amargar 25 anos de jejum de títulos continentais ou mundiais. 
    Completando o seleto grupo das favoritas temos a França. Com um ataque poderoso liderado por Antoine Griezmann e Kylian Mbappé, o time francês promete ser uma das sensações da Copa. E provavelmente deverá cruzar com a nossa seleção no caminho do título, não custa lembrar que nas últimas vezes em que França e Brasil se encontraram nas Copas passadas a Torre Eiffel brilhou mais forte que o Cristo Redentor.
    Como sempre podem surgir surpresas, minhas apostas são Portugal, do supercraque Cristiano Ronaldo e a Bélgica que tem uma geração extremamente talentosa, liderada por Kevin De Bruyne e Eden Hazard e que pode finalmente atender as grandes expectativas que gera. Não podemos descartar as sempre fortes seleções da Inglaterra, Colômbia de James Rodrigues e o Uruguai - de Cavani e Luis Suárez. Com personalidade futebolística e bons jogadores, mesmo que não sejam candidatos ao título, ambas podem sim fazer um grande papel.
    Abaixo a tabela dos jogos do mundial. 
    Vendo a tabela acima, um ponto favorece a equipe brasileira. Considerando que as equipes favoritas sejam também as primeiras de seus respectivos grupos, Brasil e França terão um caminho mais tranquilo até as semifinais, na qual podem se encontrar. Do outro lado, Argentina, Alemanha, Espanha e Bélgica devem se confrontar na tentativa da outra vaga na final. 

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