Após 5 meses, cai Eduardo Baptista!

    "Aqui tem projeto", "o professor está prestigiado" ou "vamos cumprir o contrato"!
    Você que acompanha o futebol provavelmente já ouviu pelo menos uma dessas frases antes da demissão de algum treinador de futebol. O episódio da demissão de Eduardo Baptista (na foto abaixo com o Presidente Galiote) mostrou que infelizmente essa mentalidade oportunista e imediatista continua reinando do Brasil.    
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
    Previamente fritado pela imprensa e nas redes sociais, Eduardo não resistiu à primeira derrota na Copa Libertadores e foi demitido assim que pisou em solo brasileiro. Ficou claro que para quem não tem 'nome de peso' o espaço para recuperação é mínimo. A própria imprensa que pede renovação e continuidade colaborou com a interrupção de um trabalho que tinha apenas cinco meses de duração. 
    É verdade que a equipe não apresentava um grande futebol e costumava entrar apática e desorganizada na primeira etapa. Quase sempre no intervalo Eduardo fazia grandes mudanças táticas e a equipe, na base da raça, conseguia a virada. Foi o que ocorreu duas vezes contra o Peñarol e em outros jogos do Paulistão, mas não funcionou na altitude boliviana. A classificação foi adiada para a última rodada. O Verdão ainda segue líder de seu grupo e a apenas um ponto do líder na classificação geral do torneio mais importante da América do Sul. Nenhuma catástrofe portanto.
    No caso do Paulistão, contra a Ponte, essa apatia inicial foi fatal. Com 30 minutos da primeira etapa, a melhor campanha tinha sido pulverizada pela equipe campineira. Uma taça que parecia próxima foi parar no colo do maior rival, o Corinthians.
    Como se não bastasse a precipitação de demitir um treinador com apenas uma derrota na Libertadores, ainda fica no ar uma impressão de que o revés para a fraca equipe do Jorge Wilstermann foi apenas um pretexto para a volta de Cuca. 
    No campo, a suposta chegada de Cuca vai fazer o futebol palestrino evoluir muito. Com a pausa da Libertadores, o novo treinador poderia fazer uma pequena pré-temporada, ajustar os defeitos defensivos e reanimar alguns atletas que caíram de produção. Ele também conhece e já foi campeão com esse mesmo grupo. Seria a realização do sonho de muitos torcedores palmeirenses e do pesadelo dos treinadores profissionais.

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