Quem não arrisca, não petisca!

    Diante do primeiro grande público da Arena Corinthians nesse ano, o Timão lavou a alma e ressurgiu para o seu fiel torcedor.
Incorporando o estilo 'guerreiro' o alvinegro superou todas as adversidades para vencer o arquirrival Palmeiras de forma até surpreendente, considerando as circunstancias que o jogo apresentou, se mantendo firme na liderança do grupo A. Mais do que isso, a vitória no primeiro derby centenário pode ser um divisor de água para a relação do time com a torcida.
Fonte: globoesporte
    Por outro lado, aos jogadores do Palmeiras faltou encarar o duelo como ele merecia, ou seja, um clássico onde cada um precisa mostrar um pouco mais do que apresenta nos outros jogos. Muitas vezes o time verde parecia disputar um jogo da quinta rodada do Campeonato Paulista enquanto o corintianos, cientes de suas limitações, disputavam uma 'guerra'. Aliás essa palavra deu calafrios no torcedor palestrino! Com um erro grosseiro do meia Guerra o que parecia improvável se concretizou. Com um jogador a menos em campo o timão abriu o placar. E Jô foi o herói improvável, saiu do banco e com apenas dois toques na bola definiu o duelo aos 43 do segundo tempo.
Fonte: lance. com.br
    Além do futebol em si, que tecnicamente não foi bom, mas proporcionou momentos de grande emoção. A arbitragem mais uma vez marcou negativamente o jogo. O árbitro Thiago Duarte Peixoto cometeu um erro grave ao expulsar o volante Gabriel, do Corinthians, em lance na qual o volante nem participou. O vexame ainda gerou um bate-boca entre os atletas tencionando a sequência do jogo. É verdade também que Gabriel confundiu várias vezes raça com violência e podia ter recebido o vermelho em lance anterior, mas a ação do arbitro que o confundiu com o Maycon (o verdadeiro infrator) entrou para a história dos pastelões do futebol. Em outro erro do juiz, o zagueiro Vitor Hugo, do Palmeiras, não foi advertido após dar uma cotovelada grotesca em Pablo.
    Polêmicas a parte, no berço de uma crise que envolve falta de dinheiro, briga política e conflitos na obra do estádio pode ressurgir o time da raça, da luta, do sofrimento e da redenção. É a lenda corintiana que apaixona milhões de brasileiros.
    Para o Palmeiras a derrota deve servir para mudar a postura de muitos jogadores e principalmente do seu treinador. Afinal durante todo o segundo tempo o jogo se ofereceu ao Palmeiras que não soube aproveitar a superioridade técnica e numérica em campo. Sem criatividade nem iniciativa protagonizou um modorrento o toque de bola que pouco ameaçou o goleiro Cássio. É muito pouco para uma equipe milionária de estrelas sul-americanas e que sonha com títulos na temporada. Abre o olho Baptista!

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