Modesto com ambição!

    Como manda a cartilha franciscana do presidente Modesto Roma, o Santos manteve mais uma vez a base formada na era Dorival Junior e fez contratações pontuais para 2017. O torcedor do peixe pode esperar poucas alterações no time principal. Entre os contratados apenas o zagueiro Cléber, que veio do Hamburgo, chega com status de titular. Justificável, pois enquanto o ataque está entre os melhores do país, a zaga do Santos foi um setor que apresentou fragilidade em toda temporada – apesar de ter sofrido poucos gols no Brasileirão.
    As outras contratações vieram para dar mais alternativas ao banco de reserva do peixe. Além da volta de Thiago Ribeiro o peixe trouxe também os atacantes Kaíke que jogava no Yokohama Marinos e Vladimir Hernández ex-Junior Barranquilla. Ambos servem de alternativa ao ataque pelas laterais do campo. Considerando que o elenco já possui Ricardo Oliveira, centroavante com presença de área, o jogo veloz pelas laterais é uma forte alternativa. Outra aquisição importante é Leandro Donizete. O ex-atleticano é um típico volante de contenção e vai permitir a Dorival alterar o sistema de jogo dependendo do adversário e do local onde o Santos irá jogar. É importante lembrar que um dos principais problemas enfrentados em 2016 foi a fragilidade do sistema defensivo, especialmente quando jogou fora de casa. Arrasador no Alçapão da Vila Belmiro, quando jogava no campo do adversário o rendimento foi bem inferior. A presença de Donizete a frente da linha de zagueiros reforça o combate no meio campo e libera Renato e Thiago Maia para avançarem e ajudarem Lucas Lima na criação. Essa formação protege os zagueiros e indiretamente pode ajudar na recuperação de Lucas Lima que caiu um pouco de produção no segundo semestre de 2016. Donizete pode fazer a cobertura dos laterais que são bons tecnicamente. No plano tático, dependendo da presença ou não do Leandro Donizete, o time pode se apresentar mais protegido no tradicional 4-4-2 como mais ofensivo no 4-3-3 – como mostram as imagens abaixo.
    Honrando seu nome, o presidente do Santos foi econômico e não trouxe medalhões, mas com apoio da comissão técnica foi cirúrgico na escolha dos nomes. Agora Dorival Júnior tem mais alternativas para modificar seu esquema tático conforme o adversário ou diante de novas situações o jogo apresenta. A variação tática e a mobilidade dos jogadores são fundamentais no futebol atual. E foi talvez o que faltou na temporada passada para o peixe conquistar um titulo de expressão nacional. O torcedor pode sonhar grande para esta temporada!

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