E lá vai o Marcelo Oliveira para mais uma final.

    Muitos chutões, meio de campo fazendo ligação direta ao ataque, defesa exposta, mas muita raça e correria. Em resumo, é o contrário do que mostra o futebol moderno de muita de muita posse de bola, marcação sobre pressão e meio campo habilidoso e versátil. Gostem ou não, com essa receita controversa mais uma vez um time treinado por Marcelo Oliveira chega a final. 
    É verdade que correu sérios riscos de perder para o time reserva do Inter, mas o fato é que o Atlético Mineiro vem embalado por sua torcida como favorito nessa final. É o GALO DOIDO 2016 seguindo um script muito parecido ao PORCOLOCO de 2015. Assim como o rival Grêmio, com um futebol mais consistente, lembra muito o Santos do ano passado.
Fonte:hojeemdia.com.br/
    Marcelo Oliveira parece um treinador a moda antiga - em tudo de bom e ruim que isso representa. Enquanto seus torcedores se descabelam na arquibancada, ele mantém aquele jeito calmo de quem conhece do riscado e não precisa se moldar a modernidade. Seu olhar parece dizer: calma, no fim tudo vai dar certo.
    Seus times muitas vezes resgatam uma espécie de 4-2-4 só que sem armadores, com o meio campo quase sumindo no campo de jogo. No ataque prevalece a habilidade e a capacidade de improviso dos seus jogadores. E é com essa estrutura quase suicida - que parece fadada ao fracasso - que Marcelo Oliveira vem dominando os títulos do futebol nacional. Desde a Copa do Brasil de 2011 marcou presença em 5 das últimas seis finais, além do arrasador bicampeonato brasileiro com o Cruzeiro. Seu sucesso não tem cor, começou no Curitiba, passou pelo Cruzeiro, Palmeiras e agora com Atlético. 
   Muitos vão apostar no Grêmio que vem jogando um belo futebol, assim como fizeram com o Santos. É muito mais fácil explicar o sucesso do tricolor gaúcho. O sistema defensivo funciona com a marcação começando na saída de bola do adversário. Quando consegue a bola o Grêmio sabe o que fazer com a pelota, pois o meio campo é criativo e sabe esperar o momento certo de finalizar. Luan é a peça chave desse esquema montado por Roger e aprimorado por Renato Gaúcho. 
    Não me surpreenderá porém se mais uma vez terminar em final feliz para os comandados de Marcelo Oliveira. É difícil encarar o ataque e a torcida do Galo que enlouquece em junto com o time. Mais uma vez um torneio mata-mata pode consagrar o time da raça e da emoção sobre o da técnica e da tática apurada.
fontes das fotos: SporTV - Globo.com, FOX e Lance.com.br  respectivamente

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