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Renato Melhem
Arquiteto e urbanista, diretor do IAB-SP e conselheiro do Crea-SP e é arquiteto da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo

Reportagem: Redação
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Bastam apenas alguns segundos de atenção para que o pedestre paulistano note as mudanças ocorridas nas calçadas da cidade. O trabalho faz parte do Programa Passeio Livre, da Prefeitura de São Paulo. No total, foram 600 obras em quase quatro anos, desenvolvidas sob a coordenação do arquiteto e urbanista José Renato Melhem, que é diretor do IAB-SP desde 2004 e conselheiro no Crea-SP há dois anos.

Formado na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 2002, com extensão universitária na Escola de Superior de Arquitetura de Madri, Melhem já iniciou a carreira no setor público, logo após a graduação. Na ocasião, o urbanista trabalhava no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). “Era um projeto para inventariar a situação do patrimônio histórico do estado. Eu coordenava uma equipe que visitava várias cidades do interior e os bens da cidade de São Paulo”, explica. Na mesma época, passou a fazer assessoria em urbanismo na Câmara Municipal de São Paulo. Lá, surgiu o embrião do Programa Passeio Livre, durante um evento sobre calçadas.
“Foi a partir disso que eu comecei a entender e estudar o assunto. Em 2005, fui chamado para trabalhar na prefeitura paulistana. O tema era o mesmo desenvolvido no seminário.” Melhem montou uma equipe que envolvia oito secretarias e 31 subprefeituras. Depois, traçou o plano para a restauração das calçadas.
De acordo com Melhem, desde o início do projeto a intenção era utilizar pisos intertravados. “Seria uma forma de estabelecer uma marca para o programa”. Outros motivos tornaram essa opção mais vantajosa. Para atender à demanda – com aproximadamente 150 obras simultâneas -, eram necessários materiais que pudessem ser produzidos em larga escala.
Além disso, o intertravado e a placa pré-moldada de 40 por 40 cm têm maior possibilidade de remoção. “A tubulação está sempre sendo alterada. Se ele for muito rígido, ele terá que ser trocado muitas vezes. Perde-se dinheiro, além de ter a questão ambiental.”
Por essa razão, o mosaico português foi excluído. Ficaram, então, o moldado no local e o ladrilho, utilizados em ocasiões específicas. Estima-se que o intertravado foi usado em 80% das obras. Melhem alerta para outras vantagens do pré-moldado: o reaproveitamento do material em cada intervenção e a drenagem. “Se você impermeabiliza o solo, você mata também todos os organismos dele.”
Em 2009, Melhem saiu da coordenação do programa e voltou para a Câmara para fazer assessoria em urbanismo. Há quatro meses está na Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, do governo paulista.
O Passeio Livre continua e a previsão do arquiteto é de que, até o fim da atual gestão da prefeitura, os resultados sejam parecidos com os da primeira etapa. Resultados obtidos, sem dúvida, com a liderança e o trabalho de José Renato Melhem.
Para entrar em contato José Renato Melhem, envie e-mail para rmelhem@uol.com.br ou pelo tel.: (11) 9249-7490

fonte:http://www.revistaprisma.com.br/novosite/noticia.asp?cod=3470

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